Esta
é uma viagem pelo percurso profissional de Sérgio Zimba, cartoonista com longa
experiência na representação da realidade através de imagens em cartão. E fá-lo com
consistência, persistência, vontade e, sobretudo, com talento, atributos que o
caracterizam na pequena classe de artistas que escolheu o Cartoon como
linguagem para se comunicar com o mundo.
Para ele, descrever um facto, sentimentos de um determinado povo num cartão é um “remédio”, uma vez que a imagem fala mais que palavras. A nossa conversa vai se movimentando entre o passado e o presente, numa oportunidade que se abriu à margem XXIV curso de literatura em língua portuguesa, realizado recentemente no Instituto Camões, em Maputo.
O despertar do
talento do Sérgio Zimba começou muito cedo, ainda na escola primária, altura que
faz os primeiros desenhos. Os colegas nunca acreditaram que aquele era um trabalho
para valer, mas porque tinha uma veia que penetrava na esfera artística,
limitada apenas pela imaginação, Zimba foi acreditando em si e apostando na sua
criatividade.
Fazendo jus ao seu apurado sentido de humor, Sérgio Zimba é hoje um cartoonista em dó maior, que tem no seu livro MAFENHA, um cartão de identidade através do qual ele procura transmitir as suas emoções, ao mesmo tempo que faz uma critica a tudo de que ele considera de “anomalias na sociedade”.
Fazendo jus ao seu apurado sentido de humor, Sérgio Zimba é hoje um cartoonista em dó maior, que tem no seu livro MAFENHA, um cartão de identidade através do qual ele procura transmitir as suas emoções, ao mesmo tempo que faz uma critica a tudo de que ele considera de “anomalias na sociedade”.
Para o
artista, o cartoon é um remédio porque num país como Moçambique, onde mais de
metade da população é alfabetizada, qualquer cidadão consegue ver as imagens e
interpretá-las de acordo com o seu contexto social.
Segundo o cartoonista, nos seus trabalhos há uma marca de várias línguas nacionais, isto porque, muitas pessoas comunicam-se nestas línguas e, quando um artista quiser informar sobre algo, transmitindo emoção para essa população, fá-lo usando línguas nacionais.
Zimba disse ainda que o cartoon é uma representação da realidade, e esta forma de escrever reúne muitos elementos, tais como jornalísticos, literários, pois estas áreas também reflectem a sociedade.
Para Zimba, o
dom e criatividade não desfalecem o artista porque o que ele faz está intrinsecamente
ligado à motivação e bom gosto do seu trabalho.
Mendes, actor, que foi convidado ao encontro para falar sobre o papel do humor na sociedade moçambicana, referiu ainda que o artista é uma figura que, a partir da realidade, cria uma nova realidade, estabelecendo um contacto entre o mundo e o imaginário, razão por que ele deve ser livre na sua maneira de transmitir essa realidade, através de peças teatrais ou cartão.
Na sua análise, o teatro moçambicano transmite humor que leva o público a participar directamente na peça, enquanto o europeu é muito “seco”. “O riso no nosso teatro tem objectivo de conquistar a atenção do leitor” revela.
Segundo a
fonte, o teatro não só tem o sentido humorístico, como tem também o educativo e
o crítico, na medida em que, através dele, discute-se problemas que enfermam o
país, cujas soluções são, muitas vezes, adiados.
“É por isso
que estamos numa nação que tudo se deixa para um outro instante, a exemplo dos
salários magros que os polícias, médicos, professores e outros recebem. É isso
que uma peça teatral e cartoon representam”, disse. Sobre o perfil
de um bom artista, Mendes diz que este não precisa ser o que não é.
“Ele que tente
desenvolver o seu talento e valorizar o seu dom”, esclarece.
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