Nos últimos anos, a violência doméstica tem registado
maiores índice, afectando principalmente mulheres e crianças residentes nos
bairros periféricos da cidade de Maputo, devido à factores culturais que estas
se encontram submissas.
Em 2009, na Polana Caniço “A”, Cidade de Maputo, constatou-se
maiores casos de violação sexual de raparigas, facto que levou a um grupo de
mulheres a uma marcha em protesto contra esta situação.
Este facto impulsionou as associações que lidam com
matéria do género, em parceria com parceiros da área de saúde, autoridades locais, Lideres comunitários e gabinete de atendimento a mulher e criança, a ajudar as vítimas, recorrendo a
leis aprovadas, diálogos para resolução de conflitos no seio da família e,
levar o caso de violência doméstica a ser considerado como crime.
“Houve uma consciencialização
junto das autoridades policiais que culminou com uma mudança positiva no atendimento as vítimas de violência”,
disse Cidália, presidente da associação de luta contra violência doméstica.
A iniciativa destas associações surge no
âmbito de resgatar a nova forma de ser das pessoas vítimas de violência doméstica,
dando apoio moral, cívico, recuperar auto-estima, autodeterminação, autoconfiança e sobretudo a auto-afirmação na
sociedade.
Segundo a candidata, Cidália,
já foi também vitima de violência domestica, facto que a leva a transmitir sua
experiência as de mais mulheres que se encontram sob risco deste facto,
explicando lhes o que fazer perante este facto.
“As pessoas que
tenham passado por casos
de violência
são uma
fonte de inspiração para outras mulheres que estejam a viver igual situação”,
revelou.
A presidente acredita que
combatendo a violência doméstica pode se evitar o risco de sofrer de depressão profunda criar
despesas desnecessárias aos cofres do estado. “As vitimas de violência são muitas vezes desmoralizadas
a continuar a fazer as suas contribuições ao nível social
e familiares pois a violência afecta todas esferas do sue domínio
e assim a mesma perde motivação para a vida”, afiançou.
Um dos objectivos da associação
é o empondeiramento da mulher nos diferentes sectores da actividade e
contribuírem para o desenvolvimento do país.
Para Cidália, a violência doméstica está aliada a dois
factores, maior índice analfabetismo e as práticas culturais, caso de (Ku-tchinga e Lobolo). “Estas práticas culturais têm estado a contribuir
negativamente
para
a desvalorização do papel da mulher no seio da família”, continua, “ é tarefa nossa consciencializar a
sociedade que a cultura que é dinâmica”.
Nas palestras que as associações tem realizado, segundo a
presidente, os homens não participam e consideram que as leis que protegem as
mulheres da violência domestica lesam lhes uma vez que só diz respeito as
mulheres e não defende os homens, pois eles também podem sofrer de violência.
Espera-se que ate 2015, mais de 50℅ das mulheres estejam
livres da violência domestica, apostando na formação dos futuros formadores, capacitação
dos activistas, campanhas de divulgação, através da média, monitoria e
avaliação e a realização de espectáculos.
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