quarta-feira, 5 de junho de 2013

"Gosto de desafios, talvez seja isso que me faz ter força
para correr todos dias"
Com o celular sempre a tocar, e um sorriso que prende atenção de todas pessoas que estão à sua volta. Yara Seleme é uma jovem sempre disposta para tudo, feliz com vida, preocupada em vencer qualquer obstáculo para ser feliz. É assim como vai abrindo seu coração à medida que a conversa se adianta. 

Quando é que começou a praticar ciclismo?

Faço desporto há muitos anos, e fá-lo para preservar a minha saúde. Comecei a praticar Maratona desde os meus 16 anos e depois apaixonei-me pelo fisioculturismo. Fiquei farta de Ginásio e passei a correr pela rua.

Quando é que se integrou à Copa de Ciclismo de Moçambique?

Estava num dos treinos de ciclismo e tive convite de amigos. Não fui uma das melhores ciclistas na primeira prova porque foi muito dura, pedalamos 60 km. Aquilo despertou-me outra coisa, enfrentar derrotas, por isso, aceitei fazer outras provas, comecei a treinei muito com os amigos. Depois de um tempo percebi que a minha capacidade ia se aumentando cada vez mais. Comecei a tomar as coisas a sério quando ganhei o título feminino de campeã nacional de ciclismo no ano passado.

domingo, 12 de maio de 2013

Desencorajar, mas não penalizar a poligamia



No dia 29 de Abril de 2003, teve lugar, no parlamento, a primeira sessão de discussão da proposta da lei de família. A discussão da referida lei gerou enorme polémica, pois por um lado, alguns deputados defendiam a inscrição da poligamia na lei, considerando-a uma forma de preservar a cultura e, por outro, um atropelo dos direitos humanos e dos cidadãos.

De acordo com o boletim da WLSA (outras vozes) de Agosto de 2003, os argumentos usados pelos deputados e pelas deputadas que defenderam a inscrição da poligamia cingiram-se em alguns aspectos culturais e políticos.


Argumentos usados na defesa da poligamia         
 Algumas mulheres, por qualquer motivo, não poderem ter filhos; As mulheres têm muito trabalho doméstico.

Há homens, como por exemplo os mineiros, que viajam constantemente e passam muito tempo fora de casa, longe das mulheres; Se uma lei de família só considera o casamento monogâmico, está-se a "atirar para a prostituição" as mulheres que actualmente são segundas ou terceiras esposas de um casamento poligâmico; existe muita prostituição e “mães solteiras” nas nossas sociedades.

Portanto todos estes problemas seriam solucionados, na perspectiva dos deputados, com base na legalização da poligamia.

Posicionamento do (GPM) Gabinete Parlamentar da Mulher

Já para a presidente do Gabinete Parlamentar da Mulher, Nyelete Mondlane, a lei da família deve regular as normas de direito da família, com equidade, justiça, respeitando os valores de cada um de nós.

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Consciencialização a surtir efeito


Nos últimos anos, a violência doméstica tem registado maiores índice, afectando principalmente mulheres e crianças residentes nos bairros periféricos da cidade de Maputo, devido à factores culturais que estas se encontram submissas.

Em 2009, na Polana Caniço “A”, Cidade de Maputo, constatou-se maiores casos de violação sexual de raparigas, facto que levou a um grupo de mulheres a uma marcha em protesto contra esta situação.
Este facto impulsionou as associações que lidam com matéria do género, em parceria com parceiros da área de saúde, autoridades locais, Lideres comunitários e gabinete de atendimento a mulher e criaa, a ajudar as vítimas, recorrendo a leis aprovadas, diálogos para resolução de conflitos no seio da família e, levar o caso de violência doméstica a ser considerado como crime.

“Houve uma consciencialização junto das autoridades policiais que culminou com uma mudaa positiva no atendimento as timas de violência”, disse Cidália, presidente da associação de luta contra violência doméstica.

A iniciativa destas associações surge no âmbito de resgatar a nova forma de ser das pessoas vítimas de violência doméstica, dando apoio moral, cívico, recuperar auto-estima, autodeterminação, autoconfiança e sobretudo a auto-afirmação na sociedade.

quarta-feira, 17 de abril de 2013

No âmbito da Cimeira sobre género


Formar a mulher para combater a pobreza

“Conhecimento e acesso à informação são alicerces para uma participação cada vez mais activa da mulher na esfera política, económica e social do país”, afirmou, esta tarde, Célia Enosse, representante do Centro de Cooperação Sueca (CCS), no âmbito da Cimeira Nacional de Género e Desenvolvimento.

Enosse que falava sobre a igualdade de género como forma de reduzir a pobreza, defende que a formação da mulher no uso das ferramentas tecnológicas para a agricultura é um dos pontos fulcrais que o governo moçambicano deve prestar maior atenção porque se assim for estará apostando numa agricultura em larga escala e independência económica da mulher.


O estudo realizado em 2002, pelo Centro de Cooperação Sueca indica que 70 por cento das pessoas pobres no mundo são mulheres e, em Moçambique verifica-se uma disparidade entre homem e mulher no uso e aproveitamento de terra para a agricultura, facto que leva a concluir, segundo a fonte, que os padrões que regulam a terra em Moçambique não favorecem a mulher.

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Na Escola de Comunicação e Artes (ECA)


Papel de jornalismo na preservação do meio ambiente

“Meio ambiente é uma área de interesse nacional e que deve ser tomada com muita seriedade, principalmente quando o país regista índices de desenvolvimento, pois é a fase em que se nota mais a poluição”, esta ideia foi defendida hoje, na escola de Comunicação e Artes ECA, pela Socióloga Maria Luisa.

sábado, 6 de abril de 2013

A arte de representar

Quando os sonhos se transformam num vazio



O corpo de um actor em cena deve ser capaz de despertar desejos e evocar sentimentos no público espectador, através da combinação de gestos e movimentos instigados pela forca de vontade. Esta é a ideia que Momad José, estudante de teatro na escola de comunicação e artes (ECA) procura ilustrar na peca que levou à cena no dia 9 de Novembro do mês passado, no âmbito da avaliação final pratica da cadeira de Movimento ministrada naquela instituição.


A peça retrata a vida de um jovem que tinha um sonho de ser tripulante da marinha, que com esperança plantada nos olhos, Namussoro, nome do jovem, enfrentava vários obstáculos que o impediam de alcançar seus objectivos. O tempo passava e a vontade de ser o que um dia sonhara ia crescendo, mas frustrou-se pela injustiça no relacionamento entre irmãos.

A particularidade da peça explora a expressão corporal como uma forma de transmitir ideias, pensamento e emoções sem usar palavras. Segundo Momad, o corpo de um actor ser visto como um instrumento para expressar ideias criativas no palco.


sexta-feira, 5 de abril de 2013


PELO menos cinco pessoas morreram e outras 11 contraíram ferimentos graves e ligeiros ontem na vila de Muxúnguè, distrito de Chibabava, em Sofala, na sequência de uma troca de tiros resultantes de um ataque protagonizado por homens armados da Renamo contra uma unidade da Força de Intervenção Rápida (FIR) estacionada na região para garantir a segurança e tranquilidade públicas.

Maputo, 5 de Abril de 2013:: In jornal Notícias

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Deixar de ser caixas de ressonância

Construir uma imagem  própria e positiva

                                                
Meigos defende a ideia de que os profissionais de cada um dos cursos ministratados na ECA, nomeadamente, Musica, Teatro, Ciências da Informacao e jornalismo devem ser sujeitos das suas próprias histórias, agindo no sentido de construir imagens e memórias próprias que nos diferenciam das outras sociedades, e não apenas caixas de ressonância que se limitam em pôr em prática o que não dignifica a nossa pátria, aceitar de forma acrítica as verdades falsas legitimadas por regimes. 

Leia mais na próxima ssessão

sexta-feira, 29 de março de 2013

Reinata Sadimba

 Doutora Honoris causa 


Sadimba, 67 anos de idade, nasceu em Homba, uma pequena aldeia de planalto. Aprendeu a lidar com o barro ainda criança. A mãe ensinava lhe a fazer cerâmica e na altura fazer cerâmica significava produzir potes para água ou para conservar alimentos.

Foi atribuída, no ano passado, pelo Instituto Superior de Artes e Cultura, Isarc, o título de Doutora honoris causa, pela valorizacao da cultura moçambicana atraves de objectos de cerâmica.
Impressionada com os objectos que fazia com a mãe, Sadimba encontra aqui uma forma de expressar os seus sentimentos, transforma gradualmente os potes em figuras antropomorfas, passa de uma producao utilitário à criacao artística.

"Sempre fui a única campeã de tenis em Moçambique"

“Sempre fui a única campeã de tenis em Moçambique, desde que comecei a jogar, isso significa que alguma coisa não está bem.”

Laura Nhavene, simpática e determinada, é uma jovem feliz com a vida por estar a fazer o que sempre quis na vida. É hoje uma das estrelas do tênis Moçambicano mais consideradas de todos tempos. À convite a Mozceleb, conta-nos da sua paixão pelo tênis.

Quando é que começou a praticar  tênis­?
Comecei a praticar tênis quando tinha oito anos, mas o meu primeiro desporto foi natação no desportivo, e depois fui jogar tênis seguindo a modalidade dos meus mais velhos. Quando peguei na raquete pelo primeiro dia, percebi que era o que eu queria fazer. Senti-me campeã no dia que entrei no campo de tênis. Posso dizer que descobri a minha paixão pelo tênis graças aos meus irmãos mais velhos que já jogavam tenis.

Qual era o seu maior sonho enquanto craiança?

um talento um artista

Uma longa estoria por contar


Esta é uma viagem pelo percurso profissional de Sérgio Zimba, cartoonista com longa experiência na representação da realidade através de imagens em cartão. E fá-lo com consistência, persistência, vontade e, sobretudo, com talento, atributos que o caracterizam na pequena classe de artistas que escolheu o Cartoon como linguagem para se comunicar com o mundo.





Para ele, descrever um facto, sentimentos de um determinado povo num cartão é um “remédio”, uma vez que a imagem fala mais que palavras. A nossa conversa vai se movimentando entre o passado e o presente, numa oportunidade que se abriu à margem XXIV curso de literatura em língua portuguesa, realizado recentemente no Instituto Camões, em Maputo.

O despertar do talento do Sérgio Zimba começou muito cedo, ainda na escola primária, altura que faz os primeiros desenhos. Os colegas nunca acreditaram que aquele era um trabalho para valer, mas porque tinha uma veia que penetrava na esfera artística, limitada apenas pela imaginação, Zimba foi acreditando em si e apostando na sua criatividade.