domingo, 12 de maio de 2013

Desencorajar, mas não penalizar a poligamia



No dia 29 de Abril de 2003, teve lugar, no parlamento, a primeira sessão de discussão da proposta da lei de família. A discussão da referida lei gerou enorme polémica, pois por um lado, alguns deputados defendiam a inscrição da poligamia na lei, considerando-a uma forma de preservar a cultura e, por outro, um atropelo dos direitos humanos e dos cidadãos.

De acordo com o boletim da WLSA (outras vozes) de Agosto de 2003, os argumentos usados pelos deputados e pelas deputadas que defenderam a inscrição da poligamia cingiram-se em alguns aspectos culturais e políticos.


Argumentos usados na defesa da poligamia         
 Algumas mulheres, por qualquer motivo, não poderem ter filhos; As mulheres têm muito trabalho doméstico.

Há homens, como por exemplo os mineiros, que viajam constantemente e passam muito tempo fora de casa, longe das mulheres; Se uma lei de família só considera o casamento monogâmico, está-se a "atirar para a prostituição" as mulheres que actualmente são segundas ou terceiras esposas de um casamento poligâmico; existe muita prostituição e “mães solteiras” nas nossas sociedades.

Portanto todos estes problemas seriam solucionados, na perspectiva dos deputados, com base na legalização da poligamia.

Posicionamento do (GPM) Gabinete Parlamentar da Mulher

Já para a presidente do Gabinete Parlamentar da Mulher, Nyelete Mondlane, a lei da família deve regular as normas de direito da família, com equidade, justiça, respeitando os valores de cada um de nós.