sexta-feira, 17 de outubro de 2014

David Simango estimula construção de prédios em bairros suburbano

A cidade de Maputo regista um crescimento rápido da população, facto que exige do município adopção de estratégias de urbanização, de tal modo que satisfaça a procura de habitação. Maputo é umas das cidades mais dinâmicas do país e aglomera grande parte de instituições públicas.

O presidente do Conselho Municipal da Cidade Maputo, David Simango estimula populações de bairros suburbanos a erguerem prédios de grandes dimensões, porque, segundo ele oferecem mais espaço para instalação de mais residências. Esta medida visa responder a falta de espaço residencial na capital moçambicana.


segunda-feira, 9 de junho de 2014

Crianças vítimas de agressão


A família é a unidade responsável pela protecção, educação e desenvolvimento integral da criança. Várias crianças desamparadas saíram de suas casas devido aos maus tratos da família, e encontram a paz na rua. O dia internacional de crianças vítimas de agressão (4 de Junho) é um dia de comemoração, mas de reflexão sobre o relacionamento da criança com sua família.
A agressão verbal surge a partir do relacionamento entre a mãe e a criança aos três a quatro anos de idade. Nesta fase, a criança torna-se irrequieta e desobediente. Em psíqui-análise, este comportamento é considerado positivo, uma vez que, é a fase da descoberta do meio circundante da criança. Ela cria uma imagem positiva da mãe, começa a ter muitos desejos, torna-se muito exigente e vê sua progenitora como a única pessoa que pode satisfazer sues desejos.
Segundo Adilson Valdo Muthemba, psicólogo infantil, da Universidade Pedagógica, a agressão verbal pode levar a criança à frustração e quebra de desejos e bom relacionamento da sua mãe. «Há uma série de imaginação e desejos frustrados. A criança percebe que a mãe que havia criado em sua mente não existe. Mais tarde, isso pode ter consequências graves na fase adulta da criança»

segunda-feira, 12 de maio de 2014

Dia Internacional dos museus

Desafios dos Museus em Moçambique
Sob o tema “As colecções dos museus criam conecções” celebra-se manhã, dia 18 de Maio, o dia Internacional dos Museus. Em Moçambique, esta data é uma oportunidade para cerca de 20 museus, que através de várias actividades, se mostram como espaços de memória de preservação da herança natural e cultural do país. Em qualquer sociedade, os Museus têm papel de educar, formar e servirem de testemunhas do passado e guardiões do tesouro da humanidade para as futuras gerações.

A visibilidade dos museus perante público, aquisição de novos objectos e a formação de museologistas são alguns dos desafios que os museus moçambicanos enfrentam dia-a-dia para o seu funcionamento.

quarta-feira, 5 de junho de 2013

"Gosto de desafios, talvez seja isso que me faz ter força
para correr todos dias"
Com o celular sempre a tocar, e um sorriso que prende atenção de todas pessoas que estão à sua volta. Yara Seleme é uma jovem sempre disposta para tudo, feliz com vida, preocupada em vencer qualquer obstáculo para ser feliz. É assim como vai abrindo seu coração à medida que a conversa se adianta. 

Quando é que começou a praticar ciclismo?

Faço desporto há muitos anos, e fá-lo para preservar a minha saúde. Comecei a praticar Maratona desde os meus 16 anos e depois apaixonei-me pelo fisioculturismo. Fiquei farta de Ginásio e passei a correr pela rua.

Quando é que se integrou à Copa de Ciclismo de Moçambique?

Estava num dos treinos de ciclismo e tive convite de amigos. Não fui uma das melhores ciclistas na primeira prova porque foi muito dura, pedalamos 60 km. Aquilo despertou-me outra coisa, enfrentar derrotas, por isso, aceitei fazer outras provas, comecei a treinei muito com os amigos. Depois de um tempo percebi que a minha capacidade ia se aumentando cada vez mais. Comecei a tomar as coisas a sério quando ganhei o título feminino de campeã nacional de ciclismo no ano passado.

domingo, 12 de maio de 2013

Desencorajar, mas não penalizar a poligamia



No dia 29 de Abril de 2003, teve lugar, no parlamento, a primeira sessão de discussão da proposta da lei de família. A discussão da referida lei gerou enorme polémica, pois por um lado, alguns deputados defendiam a inscrição da poligamia na lei, considerando-a uma forma de preservar a cultura e, por outro, um atropelo dos direitos humanos e dos cidadãos.

De acordo com o boletim da WLSA (outras vozes) de Agosto de 2003, os argumentos usados pelos deputados e pelas deputadas que defenderam a inscrição da poligamia cingiram-se em alguns aspectos culturais e políticos.


Argumentos usados na defesa da poligamia         
 Algumas mulheres, por qualquer motivo, não poderem ter filhos; As mulheres têm muito trabalho doméstico.

Há homens, como por exemplo os mineiros, que viajam constantemente e passam muito tempo fora de casa, longe das mulheres; Se uma lei de família só considera o casamento monogâmico, está-se a "atirar para a prostituição" as mulheres que actualmente são segundas ou terceiras esposas de um casamento poligâmico; existe muita prostituição e “mães solteiras” nas nossas sociedades.

Portanto todos estes problemas seriam solucionados, na perspectiva dos deputados, com base na legalização da poligamia.

Posicionamento do (GPM) Gabinete Parlamentar da Mulher

Já para a presidente do Gabinete Parlamentar da Mulher, Nyelete Mondlane, a lei da família deve regular as normas de direito da família, com equidade, justiça, respeitando os valores de cada um de nós.

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Consciencialização a surtir efeito


Nos últimos anos, a violência doméstica tem registado maiores índice, afectando principalmente mulheres e crianças residentes nos bairros periféricos da cidade de Maputo, devido à factores culturais que estas se encontram submissas.

Em 2009, na Polana Caniço “A”, Cidade de Maputo, constatou-se maiores casos de violação sexual de raparigas, facto que levou a um grupo de mulheres a uma marcha em protesto contra esta situação.
Este facto impulsionou as associações que lidam com matéria do género, em parceria com parceiros da área de saúde, autoridades locais, Lideres comunitários e gabinete de atendimento a mulher e criaa, a ajudar as vítimas, recorrendo a leis aprovadas, diálogos para resolução de conflitos no seio da família e, levar o caso de violência doméstica a ser considerado como crime.

“Houve uma consciencialização junto das autoridades policiais que culminou com uma mudaa positiva no atendimento as timas de violência”, disse Cidália, presidente da associação de luta contra violência doméstica.

A iniciativa destas associações surge no âmbito de resgatar a nova forma de ser das pessoas vítimas de violência doméstica, dando apoio moral, cívico, recuperar auto-estima, autodeterminação, autoconfiança e sobretudo a auto-afirmação na sociedade.

quarta-feira, 17 de abril de 2013

No âmbito da Cimeira sobre género


Formar a mulher para combater a pobreza

“Conhecimento e acesso à informação são alicerces para uma participação cada vez mais activa da mulher na esfera política, económica e social do país”, afirmou, esta tarde, Célia Enosse, representante do Centro de Cooperação Sueca (CCS), no âmbito da Cimeira Nacional de Género e Desenvolvimento.

Enosse que falava sobre a igualdade de género como forma de reduzir a pobreza, defende que a formação da mulher no uso das ferramentas tecnológicas para a agricultura é um dos pontos fulcrais que o governo moçambicano deve prestar maior atenção porque se assim for estará apostando numa agricultura em larga escala e independência económica da mulher.


O estudo realizado em 2002, pelo Centro de Cooperação Sueca indica que 70 por cento das pessoas pobres no mundo são mulheres e, em Moçambique verifica-se uma disparidade entre homem e mulher no uso e aproveitamento de terra para a agricultura, facto que leva a concluir, segundo a fonte, que os padrões que regulam a terra em Moçambique não favorecem a mulher.