Sadimba, 67 anos de idade, nasceu em Homba, uma pequena
aldeia de planalto. Aprendeu a lidar com o barro ainda criança. A mãe ensinava
lhe a fazer cerâmica e na altura fazer cerâmica significava produzir potes para
água ou para conservar alimentos.
Foi atribuída, no ano passado, pelo Instituto Superior de
Artes e Cultura, Isarc, o título de Doutora honoris causa, pela valorizacao da
cultura moçambicana atraves de objectos de cerâmica.
Impressionada com os objectos que fazia com a mãe, Sadimba
encontra aqui uma forma de expressar os seus sentimentos, transforma
gradualmente os potes em figuras antropomorfas, passa de uma producao
utilitário à criacao artística.
A sua arte, originária da cultura Maconde, consiste em
traduzir os seus sentimentos, preocupacoes, sonhos, por meio desse material
mole e maleável que é a argila e, usando a técnica que ensinou a mãe.
A sua vivência marcou muito a sua producao artística,
onde a tristeza e a alegria se sucedem, mas tratados de uma forma leve,
filtradas através do tempo, permeadas às vezes por um fio de ironia.
Mulher dócil e determinada, possuidora de uma forte personalidade, transmite para
sua obra estas qualidades únicas, a aldeia onde nasceu e cresceu, cultura da
sua etnia, os seus mitos e imaginários com quem ela comunica através da sua
arte, estabelece formas de reinvencao e reintegracao social.
Para Reinata, os únicos instrumentos que usa para a realizacao do seu trabalho são o coracao e as mãos. Cada artista tem uma marca que caracteriza as suas obras artististicas e lhe diferencia de tantos outros, e no caso das decoracoes tradicionais, panelas e chaleiras, nunca faltam.
Sadimba revelou em exlcusivo à nossa revista que o seu
maior sonho é criar uma oficina onde poderá ensinar os jovens talentos a
trabalharem com o barro.
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Grande Renata, grande texto tambem... força ai meu caro continue a partilhar essas materias com pessoal...
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