sexta-feira, 29 de março de 2013

Reinata Sadimba

 Doutora Honoris causa 


Sadimba, 67 anos de idade, nasceu em Homba, uma pequena aldeia de planalto. Aprendeu a lidar com o barro ainda criança. A mãe ensinava lhe a fazer cerâmica e na altura fazer cerâmica significava produzir potes para água ou para conservar alimentos.

Foi atribuída, no ano passado, pelo Instituto Superior de Artes e Cultura, Isarc, o título de Doutora honoris causa, pela valorizacao da cultura moçambicana atraves de objectos de cerâmica.
Impressionada com os objectos que fazia com a mãe, Sadimba encontra aqui uma forma de expressar os seus sentimentos, transforma gradualmente os potes em figuras antropomorfas, passa de uma producao utilitário à criacao artística.

"Sempre fui a única campeã de tenis em Moçambique"

“Sempre fui a única campeã de tenis em Moçambique, desde que comecei a jogar, isso significa que alguma coisa não está bem.”

Laura Nhavene, simpática e determinada, é uma jovem feliz com a vida por estar a fazer o que sempre quis na vida. É hoje uma das estrelas do tênis Moçambicano mais consideradas de todos tempos. À convite a Mozceleb, conta-nos da sua paixão pelo tênis.

Quando é que começou a praticar  tênis­?
Comecei a praticar tênis quando tinha oito anos, mas o meu primeiro desporto foi natação no desportivo, e depois fui jogar tênis seguindo a modalidade dos meus mais velhos. Quando peguei na raquete pelo primeiro dia, percebi que era o que eu queria fazer. Senti-me campeã no dia que entrei no campo de tênis. Posso dizer que descobri a minha paixão pelo tênis graças aos meus irmãos mais velhos que já jogavam tenis.

Qual era o seu maior sonho enquanto craiança?

um talento um artista

Uma longa estoria por contar


Esta é uma viagem pelo percurso profissional de Sérgio Zimba, cartoonista com longa experiência na representação da realidade através de imagens em cartão. E fá-lo com consistência, persistência, vontade e, sobretudo, com talento, atributos que o caracterizam na pequena classe de artistas que escolheu o Cartoon como linguagem para se comunicar com o mundo.





Para ele, descrever um facto, sentimentos de um determinado povo num cartão é um “remédio”, uma vez que a imagem fala mais que palavras. A nossa conversa vai se movimentando entre o passado e o presente, numa oportunidade que se abriu à margem XXIV curso de literatura em língua portuguesa, realizado recentemente no Instituto Camões, em Maputo.

O despertar do talento do Sérgio Zimba começou muito cedo, ainda na escola primária, altura que faz os primeiros desenhos. Os colegas nunca acreditaram que aquele era um trabalho para valer, mas porque tinha uma veia que penetrava na esfera artística, limitada apenas pela imaginação, Zimba foi acreditando em si e apostando na sua criatividade.