Nos últimos anos, a violência doméstica tem registado
maiores índice, afectando principalmente mulheres e crianças residentes nos
bairros periféricos da cidade de Maputo, devido à factores culturais que estas
se encontram submissas.
Em 2009, na Polana Caniço “A”, Cidade de Maputo, constatou-se
maiores casos de violação sexual de raparigas, facto que levou a um grupo de
mulheres a uma marcha em protesto contra esta situação.
Este facto impulsionou as associações que lidam com
matéria do género, em parceria com parceiros da área de saúde, autoridades locais, Lideres comunitários e gabinete de atendimento a mulher e criança, a ajudar as vítimas, recorrendo a
leis aprovadas, diálogos para resolução de conflitos no seio da família e,
levar o caso de violência doméstica a ser considerado como crime.
“Houve uma consciencialização
junto das autoridades policiais que culminou com uma mudança positiva no atendimento as vítimas de violência”,
disse Cidália, presidente da associação de luta contra violência doméstica.
A iniciativa destas associações surge no
âmbito de resgatar a nova forma de ser das pessoas vítimas de violência doméstica,
dando apoio moral, cívico, recuperar auto-estima, autodeterminação, autoconfiança e sobretudo a auto-afirmação na
sociedade.