quarta-feira, 8 de maio de 2013

Consciencialização a surtir efeito


Nos últimos anos, a violência doméstica tem registado maiores índice, afectando principalmente mulheres e crianças residentes nos bairros periféricos da cidade de Maputo, devido à factores culturais que estas se encontram submissas.

Em 2009, na Polana Caniço “A”, Cidade de Maputo, constatou-se maiores casos de violação sexual de raparigas, facto que levou a um grupo de mulheres a uma marcha em protesto contra esta situação.
Este facto impulsionou as associações que lidam com matéria do género, em parceria com parceiros da área de saúde, autoridades locais, Lideres comunitários e gabinete de atendimento a mulher e criaa, a ajudar as vítimas, recorrendo a leis aprovadas, diálogos para resolução de conflitos no seio da família e, levar o caso de violência doméstica a ser considerado como crime.

“Houve uma consciencialização junto das autoridades policiais que culminou com uma mudaa positiva no atendimento as timas de violência”, disse Cidália, presidente da associação de luta contra violência doméstica.

A iniciativa destas associações surge no âmbito de resgatar a nova forma de ser das pessoas vítimas de violência doméstica, dando apoio moral, cívico, recuperar auto-estima, autodeterminação, autoconfiança e sobretudo a auto-afirmação na sociedade.


Segundo a candidata, Cidália, já foi também vitima de violência domestica, facto que a leva a transmitir sua experiência as de mais mulheres que se encontram sob risco deste facto, explicando lhes o que fazer perante este facto.

As pessoas que tenham passado por casos de violência são uma fonte de inspiração para outras mulheres que estejam a viver igual situação”, revelou.

A presidente acredita que combatendo a violência doméstica pode se evitar o risco de sofrer de depressão profunda criar despesas desnecessárias aos cofres do estado.As vitimas de violência são muitas vezes desmoralizadas a continuar a fazer as suas contribuições ao nível social e familiares pois a violência afecta todas esferas do sue domínio e assim a mesma perde motivação para a vida, afiançou.
Um dos objectivos da associação é o empondeiramento da mulher nos diferentes sectores da actividade e contribuírem para o desenvolvimento do país.

Para Cidália, a violência doméstica está aliada a dois factores, maior índice analfabetismo e as práticas culturais, caso de (Ku-tchinga e Lobolo). “Estas práticas culturais têm estado a contribuir negativamente para a desvalorização do papel da mulher no seio da família”, continua, “ é tarefa nossa consciencializar a sociedade que a cultura que é dinâmica”.

Nas palestras que as associações tem realizado, segundo a presidente, os homens não participam e consideram que as leis que protegem as mulheres da violência domestica lesam lhes uma vez que só diz respeito as mulheres e não defende os homens, pois eles também podem sofrer de violência.

Espera-se que ate 2015, mais de 50℅ das mulheres estejam livres da violência domestica, apostando na formação dos futuros formadores, capacitação dos activistas, campanhas de divulgação, através da média, monitoria e avaliação e a realização de espectáculos.

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