quarta-feira, 5 de junho de 2013

"Gosto de desafios, talvez seja isso que me faz ter força
para correr todos dias"
Com o celular sempre a tocar, e um sorriso que prende atenção de todas pessoas que estão à sua volta. Yara Seleme é uma jovem sempre disposta para tudo, feliz com vida, preocupada em vencer qualquer obstáculo para ser feliz. É assim como vai abrindo seu coração à medida que a conversa se adianta. 

Quando é que começou a praticar ciclismo?

Faço desporto há muitos anos, e fá-lo para preservar a minha saúde. Comecei a praticar Maratona desde os meus 16 anos e depois apaixonei-me pelo fisioculturismo. Fiquei farta de Ginásio e passei a correr pela rua.

Quando é que se integrou à Copa de Ciclismo de Moçambique?

Estava num dos treinos de ciclismo e tive convite de amigos. Não fui uma das melhores ciclistas na primeira prova porque foi muito dura, pedalamos 60 km. Aquilo despertou-me outra coisa, enfrentar derrotas, por isso, aceitei fazer outras provas, comecei a treinei muito com os amigos. Depois de um tempo percebi que a minha capacidade ia se aumentando cada vez mais. Comecei a tomar as coisas a sério quando ganhei o título feminino de campeã nacional de ciclismo no ano passado.


O que lhe motivou a seguir o ciclismo?

O gosto pela própria modalidade. O ciclismo é um desporto que exige disciplina, diminui stress do dia-a-dia, elimina gorduras e ajuda-me a preservar minha saúde.

Como é que encara o ciclismo em Moçambique?

A federação apoia nos em termos da preparação quando se chega à altura das provas, mas nem em tudo, como equipamento, segurança nas estradas, água, até as taças e medalhas tem sido difícil ter. Somos susceptíveis de muitos problemas durante a pedalada porque praticamos nas estradas onde passam carros. Não temos pistas de treinos… (com o tom da voz elevado).

O que faz para além de ser ciclista?
Sou trabalhadora (empreendedora) há oito anos da Tryserviços Florais, uma empresa de decoração e venda de flores. Consigo treinar de manhã e ir à minha loja. Não sou mãe por enquanto por isso cuido de tudo sem problemas.

Qual foi o seu melhor e pior momento?
O meu melhor momento é agora, isto porque ganhei maturidade e mais estabilidade emocional. O pior foi quando tive uma queda de bicicleta, e isso magoou-me muito. O facto também de ter corrido sozinha durante os meus primeiros treinos; tinha medo de me roubarem a bicicleta, uma vez que acordava muito cedo.

Onde busca a sua inspiração para correr tanto assim?
Inspiro-me na fé… (soltando um sorriso), acredito no meu criador. Se me for encaminhada o papel de fazer alguma coisa, devo fazer muito bem. Gosto de desafios, talvez seja isso que me faz ter força para correr todos dias.

Este ano, Moçambique vai acolher o Campeonato Africano de ciclismo. Como é que está a ser a sua preparação?
Não tenho equipa. Fazemos treinos individualmente. Não tenho nenhuma expectativa, uma vez que será um campeonato com ciclistas internacionais, e eles são mais fortes.

O que costuma fazer nos seus momentos livres?
Estar em casa com a família, ler um livro e conversar com a minha irmã.

Que distancia já percorreu de bicicleta?
Já fiz mais de 100 kilómetros, depende do estado espírito, da companhia nesse dia e a condição climática.

Qual é a dica para aqueles que ainda não praticam nenhum desporto?
Devem fazer um pouco de desporto, e forma também de divertimento, tem vantagem de poder criar laços de amizade, sentimento bom connosco mesmo, é também uma convivência social.



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