quarta-feira, 17 de abril de 2013

No âmbito da Cimeira sobre género


Formar a mulher para combater a pobreza

“Conhecimento e acesso à informação são alicerces para uma participação cada vez mais activa da mulher na esfera política, económica e social do país”, afirmou, esta tarde, Célia Enosse, representante do Centro de Cooperação Sueca (CCS), no âmbito da Cimeira Nacional de Género e Desenvolvimento.

Enosse que falava sobre a igualdade de género como forma de reduzir a pobreza, defende que a formação da mulher no uso das ferramentas tecnológicas para a agricultura é um dos pontos fulcrais que o governo moçambicano deve prestar maior atenção porque se assim for estará apostando numa agricultura em larga escala e independência económica da mulher.


O estudo realizado em 2002, pelo Centro de Cooperação Sueca indica que 70 por cento das pessoas pobres no mundo são mulheres e, em Moçambique verifica-se uma disparidade entre homem e mulher no uso e aproveitamento de terra para a agricultura, facto que leva a concluir, segundo a fonte, que os padrões que regulam a terra em Moçambique não favorecem a mulher.


“Há necessidade de se reformular os direitos sobre género para que as mulheres possam participar de forma activa nos grandes sectores de produção do nosso país”, disse, Célia Enosse, representante do CCS.

Para a representante, o baixo nível de escolaridade da mulher, a falta de conhecimentos para o uso de meios tecnológicos para a agricultura são motivos que lhes leva a praticarem uma agricultura de subsistência.

O Centro de Cooperação Sueco está a cooperar com 25 países em via de desenvolvimento incluindo Moçambique, e actua nas áreas de desenvolvimento rural (direito à alimentação), justiça e economia, aponta ainda que, nos países como Malawi e Quénia há sinais de mulheres que tem mesmos direitos no uso e aproveitamento da terra.
Segundo a fonte, um dos objectivos do centro é alocar fundos para desenvolvimento de sectores da agricultura, ajudando principalmente a mulher, pois é a que menos tem direito para acesso à terra e, neste momento espera-se que 50 por cento deve beneficiar a mulher.

 O centro está a trabalhar com a faculdade de agronomia da Universidade Eduardo Mondlane (UEM) na formação da mulher em várias áreas sobre matéria da agricultura.

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